{"id":108,"date":"2013-12-13T14:03:00","date_gmt":"2013-12-13T16:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/portalfilantropia.websiteseguro.com\/2013\/12\/13\/voce-prefere-janela-ou-corredor\/"},"modified":"2024-09-20T10:40:36","modified_gmt":"2024-09-20T13:40:36","slug":"voce-prefere-janela-ou-corredor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mz-test.stage.fiohost.com.br\/?p=108","title":{"rendered":"Voc\u00ea prefere janela ou corredor?"},"content":{"rendered":"<h2><\/h2>\n<h2>As viagens de avi\u00e3o<\/h2>\n<p>Era crian\u00e7a quando, pela primeira vez, entrei em um avi\u00e3o. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o voo desde o primeiro momento e sentir o avi\u00e3o correndo na pista cada vez mais r\u00e1pido at\u00e9 a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avi\u00e3o rompendo as nuvens, chegando ao c\u00e9u azul. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar.<\/p>\n<p>No meu trabalho, desde o in\u00edcio, voar sempre foi uma necessidade constante. No in\u00edcio pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avi\u00e3o, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e j\u00e1 n\u00e3o fazia quest\u00e3o de me sentar \u00e0 janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. As poltronas do corredor agora eram exig\u00eancia.<\/p>\n<p>Por um desses maravilhosos &#8216;acasos&#8217; do destino, estava eu louco para voltar a S\u00e3o Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. O v\u00f4o estava lotado e o \u00fanico lugar dispon\u00edvel era uma janela, na \u00faltima poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque. E, num rompante, assim que o avi\u00e3o decolou, lembrei-me da primeira vez que voara.<\/p>\n<p>Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Era de um azul t\u00e3o lindo como jamais tinha visto. E tamb\u00e9m o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser crian\u00e7a, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista. Pensei comigo mesmo: ser\u00e1 que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras coisas da minha vida eu tamb\u00e9m n\u00e3o havia deixado de me sentar \u00e0 janela?<\/p>\n<h2>Vamos sentar na janelinha!<\/h2>\n<p>Creio que, aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida. Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se l\u00e1 aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.<\/p>\n<p>A aeronave da nossa exist\u00eancia voa c\u00e9lere e a dura\u00e7\u00e3o da viagem n\u00e3o \u00e9 anunciada pelo comandante. N\u00e3o sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa raz\u00e3o, vale a pena sentar pr\u00f3ximo da janela para n\u00e3o perder nenhum detalhe.<\/p>\n<p>Afinal, &#8216;a vida, a felicidade e a paz s\u00e3o caminhos e n\u00e3o destinos&#8217;.<\/p>\n<p>Olhe pela sua janelinha e curta a beleza que a vida est\u00e1 te oferecendo!<br \/>\nAbra\u00e7os sustent\u00e1veis,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As viagens de avi\u00e3o Era crian\u00e7a quando, pela primeira vez, entrei em um avi\u00e3o. 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